30 jul 2009

O que é o PDV?

Publicado por: Uni BH
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3 Comentários

Desde o início da parceria da FUNDAC com a Anima, um conjunto de medidas passou a ser adotado pelo UniBH para melhorar e modernizar os processos administrativos, visando reduzir despesas, o que foi paralelamente acompanhado de vários investimentos ao longo do período.

Como 2009 tem sido um ano difícil com a crise econômica mundial, observou-se em todo o país uma retração no número de candidatos aos vestibulares, salvo exceções em alguns programas específicos.

Por esse motivo, reduziram-se, no curto prazo, as possibilidades de compensar o desequilíbrio das contas pelo lado das receitas. E como numa instituição de ensino as principais despesas decorrem da folha de pagamento havia a necessidade de um ajuste.

É bastante usual que as instituições de ensino reduzam a carga horária dos professores e realizem demissões quando diante de um desequilíbrio receitas-despesas. São medidas que ninguém gosta fazer, mas que se tornam necessárias nesses casos.

Foi, nesse contexto, que decidimos recorrer a uma prática largamente difundida no mundo empresarial e defendida pelos sindicatos que é de realizar um programa de demissões voluntárias, denominados de PDV. No começo deste ano, quando grandes empresas anunciaram demissões volumosas, sindicatos protestaram porque as empresas não haviam proposto PDV.

O PDV procura criar vantagens para quem quiser aderir facilitando que pessoas possam voluntariamente reorientar suas vidas profissionais. Cada adesão minimiza o impacto para quem fica, seja para evitar a redução de carga horária, fazendo a redistribuição quando possível, seja para evitar o desligamento de alguém que quer ficar porque gosta e precisa daquele emprego. Esta é a virtude defendida conjuntamente pela direção de algumas empresas e de sindicatos, quando todos estão conscientes do valor do PDV na minimização do impacto social e econômico que um corte de despesas acarreta.

O PDV lançado pela UniBH em junho de 2009 contou com a extraordinária compreensão dos nossos coordenadores e professores que resultaram em 125 adesões. Os motivos de adesão foram os mais diversos. Houve 3 adesões de professores já com mais de 70 anos e que viram ser agora uma boa hora de parar, outras 3 que optaram por trabalhar no Exterior, outras de pessoas que tinham passado em concurso público, outras de pessoas que voltaram a terra natal no interior de Minas, outras de mães que preferiram cuidar de seus bebes etc.

Compreendemos as reações iniciais contrária a iniciativa, apontadas pelo sindicato da categoria, pois sabemos que tal medida é quase desconhecida no meio educacional, acostumado com demissões padrão, sem qualquer vantagem adicional.

Contudo, o bom senso prevaleceu e realizamos negociações conjuntas, com diálogo aberto e franco, que resultaram num acordo homologado pelo vice-presidente do TRT – MG.

Neste acordo, representantes do UniBH, Fundac-BH e Sindicato dos Professores de Minas Gerais (Sinpro-MG) deliberaram sobre  melhorias do Plano de Desligamento, apresentado pelo Centro Universitário de Belo Horizonte a seus professores.

De forma conciliatória, foi apresentada uma nova proposta, que possibilitou a adesão aos benefícios para todos os professores com rescisão a partir do dia 1º de julho até 31 de julho.

3 comentários para:
O que é o PDV?

  • Paulo disse:

    Por que o Sinpro então conseguiu reverter as 127 demissões? Se foram voluntárias, por que então foram caracterizadas como coletivas? Gostaria de que me explicassem se estas demissões foram apenas de professores e se elas aconteceram depois da ação do Sinpro.
    Grato.

    • Uni BH disse:

      Paulo, o Sindicato dos Professores solicitou mais esclarecimentos sobre o Plano de Desligamento Voluntário por ser algo inédito na área de Educação. Após examinar a nossa proposta, o SINPRO passou a colaborar com sugestões para aumentar o pacote de benefícios aos interessados em aderir o plano.

  • Lester disse:

    “Foi, nesse contexto, que decidimos recorrer a uma prática largamente difundida no mundo empresarial”
    Realmente, estão se esquecendo que o UNI-BH é uma instituição de ensino superior e não uma empresa.
    O que esse grupo ANIMA está fazendo é tornar o ensino um comércio, como vem fazendo com a UNA.
    Enquanto isso, perdemos bons e qualificados professores para que esses sejam substituidos por professores medianos, de pouca visibilidade no cenário acadêmico.
    Usar a “crise mundial” como desculpa para um PDV é no mínimo tentar enganar os alunos.
    Enquanto ficarmos (nós, alunos) omissos à atuação do grupo ANIMA, o ensino do UNI-BH vai piorar cada vez mais, forçando-nos a nos transferir para outras instituições.

    Abre o olho ANIMA, educação não é comércio.

  • * Campos Obrigatórios

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