20 abr 2010

Educação e Tecnologia

Eduardo José Renato, na publicação Informática e Educação, há cerca de 10 anos atrás já previa:

“Estamos diante de uma bela demonstração de que a modernização da educação é séria demais para ser tratada somente por técnicos. É um caminho interdisciplinar e a aliança da tecnologia com o humanismo é indispensável para criar uma real transformação. (…) Em síntese, só terá sentido a incorporação de tecnologia na educação como na escola, se forem mantidos os princípios universais que regem a busca do processo de humanização, característico caminho feito pelo homem até então”.

O texto reflete bem uma tendência comum de salas de aula, em que alunos tornam-se cada vez mais usuários, colaboradores e provocadores de informação.

Na busca pelo conhecimento, diversas são as possibilidades e contribuições do mundo digital. Confira algumas dicas:

Redes Sociais

Atualmente na crista da onda, Redes Sociais são formadas tendo como base relacionamento em diversos ambientes mediado por trocas simbólicas e informativas entre usuários. Ou seja, relacionar-se.

Imagine um trabalho em que você deve analisar um produto real de uma marca real. As informações estão ai. Basta acessar sites como Orkut, Facebook ou o próprio Drimio que é inteiramente dedicado à discussão sobre empresas e seus produtos.

Se o assunto é relacionamento acadêmico, tem-se o Ebah, focado em criar laços entre universitários e áreas de conhecimento.

Ferramentas

Conhece o Google Docs? Com qual freqüência você faz uso dele para gerenciar sua vida acadêmica e construir trabalhos em grupo?

Para além do previsível pacote Office, diversos recursos tecnológicos estão disponíveis para auxiliar na construção de documentos compartilhados, apresentações complexas e gerenciamento do dia-a-dia das aulas.

O Prezi, por exemplo, é uma ferramenta gratuita de apresentações, que possibilita criação de efeitos e complementos para “seduzir” quem as assiste. Se preferir algo mais simples e direto, o site Slideshare permite que suas apresentações sejam compartilhadas por toda a web, relacionando-a a outras dentro de comunidades com interesses comuns.

Outros métodos, como Mind maps (mapas mentais) também podem ser adaptados para o contexto acadêmico, dependendo apenas do foco e interesse de cada aluno.

Pessoas e contatos

Para além de ferramentas e sites, vale lembrar que a internet é um habitat nativo e potencial para relacionamento interpessoal. Digamos que você esteja lendo um artigo relevante sobre um tema, para a elaboração de um trabalho acadêmico. Em geral, o contato de autores está disponível junto a este texto. Busque se relacionar com outros usuários e publishers. Assim, você conseguirá novos conteúdos e referências rápidas para compor um projeto final mais rico e multidisciplinar.

A propósito, para quem busca estágios, empregos e programas de trainees, um boa ideia é criar o perfil pessoal no LinkedIn, rede profissional em que é possível cadastrar currículo online completo, relacionando áreas de interesse e pessoas (empregadores x empregados) do mesmo campo de atuação.

Artigos e Documentos

A própria internet é fonte rica de informações relevantes para o meio acadêmico. Sites especializados, e de entidades realizadoras de pesquisa, como IBOPE, comumente disponibilizam amplo material de consulta.
Para facilitar ainda mais a busca, o Google criou o Google Scholar, um mecanismo de resgate de informações dedicado a conteúdo acadêmico. Veja o exemplo da listagem de artigos para o termo “Comunicação”.

Enfim, vale navegar pela web e compor seu próprio modo de utilização da tecnologia para facilitar o dia-a-dia das aulas.

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