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	<title>Blog do Uni &#187; Perfil</title>
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		<title>Perfil: Ricardo Costaval e o voluntariado no Haiti</title>
		<link>http://www.bloguni.com.br/index.php/2010/02/perfil-ricardo-costaval-e-o-voluntariado-no-haiti/</link>
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		<pubDate>Fri, 19 Feb 2010 18:51:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Uni BH</dc:creator>
				<category><![CDATA[Perfil]]></category>
		<category><![CDATA[Professores]]></category>
		<category><![CDATA[ajuda]]></category>
		<category><![CDATA[Haiti]]></category>
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		<category><![CDATA[Voluntariado]]></category>

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		<description><![CDATA[
No último dia 10/02, Ricardo Costaval, conhecido pela comunidade do UniBH como professor do curso de Medicina, iniciou sem dúvida uma dos mais belos atos de solidariedade de sua vida.
Embarcando de BH rumo ao Haiti, o médico/docente estava muito próximo de conhecer uma realidade geopolítica devastada por fenômenos da natureza.
Optando por ajudar vítimas do terremoto [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.bloguni.com.br/wp-content/uploads/2010/02/ricardo_costaval.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1023" title="Ricardo Costaval" src="http://www.bloguni.com.br/wp-content/uploads/2010/02/ricardo_costaval.jpg" alt="" width="558" height="296" /></a></p>
<p><em>No último dia 10/02, Ricardo Costaval, conhecido pela comunidade do UniBH como professor do curso de Medicina, iniciou sem dúvida uma dos mais belos atos de solidariedade de sua vida.</em></p>
<p><em>Embarcando de BH rumo ao Haiti, o médico/docente estava muito próximo de conhecer uma realidade geopolítica devastada por fenômenos da natureza.</em></p>
<p><em>Optando por ajudar vítimas do terremoto de 12 de janeiro, como médico voluntário, Ricardo dá uma verdadeira lição – não aquela aprendida em sala de aula – mas essas refletidas a partir de gestos de coragem e imenso altruísmo<br />
</em></p>
<p><em>Dias depois de chegar no país, ele respondeu a perguntas da seção <a href="http://www.bloguni.com.br/index.php/category/perfil/" target="_blank">Perfil</a></em><em> do blog do Uni:</em></p>
<p><strong>Você já está no Haiti há alguns dias. Como foi a chegada e as primeiras impressões até agora?</strong></p>
<p>A impressão inicial, e para sempre, é a de desigualdade social que reina no mundo e que precisa mudar. Da desolação de um povo que vive uma realidade que só vendo para crer. A pobreza é de doer, incomoda. Mas ficou marcado na mente a desolação do terremoto, o poder da natureza. Não há descrição capaz de mostrar o que é a devastação do terremoto&#8230;</p>
<p><span id="more-1021"></span></p>
<p>Km por Km de destruição, como se tudo fosse &#8220;um grande castelo de areia&#8221; que você põe numa ventania. Dói e da medo, muito medo. Somos um nada&#8230; Por mais que achamos que sejamos, com nosso carros, construções, tecnológia etc. SOMOS UM NADA!</p>
<p><strong>A propósito, o que lhe motivou a viajar ao país e atuar como voluntário? Anteriormente já havia participado de situações semelhantes, em outros países ou mesmo no Brasil?</strong></p>
<p>Tenho trabalhado como voluntário há anos, seja em serviços menores, em hospitais filantrópicos&#8230; Trabalho num ambulatório da Arquidiocese do Brasil como médico angiologista há quase cinco anos. Atendo pessoas carentes, pobres. Tenho feito ainda um trabalho com a indústria farmacêutica e conseguido angariar doações diversas para todos.</p>
<p>Anuncio o trabalho benevolente com prazer. Enquanto alguns &#8220;vendem notícias tristes, eu vendo ações boas&#8221;, por isso não tenho receio de dizer: Eu sou um médico que gosta de ajudar o pobre, o mais necessitado.<br />
Mas minha vinda ao Haiti foi fruto de uma vontade interna que surgiu no dia do terremoto. Senti uma necessidade imensa de vim até aqui, e me voluntariei na AMB e afins. Insisti até conseguir, GRAÇAS A DEUS.</p>
<p><strong>No período anterior ao terremoto de janeiro, a visão midiática do país se resumia à cobertura de conflitos sócio-políticos. Há contra-pontos à esta visão? O que de bom você percebeu no país neste curto período de tempo?</strong></p>
<p>Para ser sincero já ouvi algumas pessoa falarem que &#8220;foi bom para o Haiti o terremoto, porque agora o mundo os enxerga&#8221;. Posso até estar enganado, mas não vejo assim. Milhares de pessoas morreram, centenas de milhares estão aleijadas, mutiladas, entrevadas e ainda irão morrer. Qual é a vantagem disse, pergunto.</p>
<p>&#8220;Castigos não são desígnios de Deus, mas podem servir como alertas&#8221;. Para mim a outra mensagem: que não somos nada, que do dia para a noite, numa fração de segundo, o rico, o pobre, o branco, o negro, o soberbo, o humilhado, enfim, todos poderão estar na mesma situação, na mesma dependência da solidariedade humana. Qual seria, indago, a diferença de um terremoto destruir 90% do Haiti, da Europa, da América do Norte ou de um pais miserável. O mundo precisa refletir melhor sobre o mundo.</p>
<p><strong>No ponto de vista educacional, sobretudo relacionado à docência do curso de Medicina, como a experiência do voluntariado pode contribuir com a formação e o aperfeiçoamento pessoal?</strong></p>
<p>Quero que os meus alunos saibam que o profissional da saúde, particularmente o médico, tem o direito de ter conforto, receber um ótimo salário, ter família, enfim, ter tudo aquilo que qualquer profissional honesto, esforçado e dedicado mereça. Mas acima de tudo, A VIDA É UM DOM e irão existir inúmeras situações, sejam elas no Brasil, fora dele, no consultório etc, que não se pode pensar em conforto, em bom salário e até mesmo na família (com parcimônia, é claro). Que temos a obrigação de fazermos aquilo que todo médico tem o dever de fazer: ajudar o próximo, sem distinção, sem ter absolutamente nada em troca para receber além de um &#8220;obrigado&#8221;, um sorriso, um aperto de mão ou abraço.</p>
<p>Aqui no Haiti tenho recebido abraços, sorrisos e olhares de negros que não possuíam os mesmos padrões de banho, de higiene e de educação previamente ao terremoto e que após o mesmo se deterioram por completo, muito mais VERDADEIROS de muitos que recebi no Brasil. E para ser sincero, tenho feito muito trabalho benevolente, mas o VERDADEIRO OBRIGADO é diferente.</p>
<p><strong>Uma mensagem aos leitores do Blog do Uni.</strong></p>
<p>FAÇA O BEM, SEM SABER A QUEM, SEM QUERER NADA EM TROCA, &#8220;APENAS FAÇA O BEM&#8221;. Ninguém precisa ser &#8220;santo ou perfeito&#8221; para isso. Alias, Deus não espera que sejamos igual a Ele, mas que acreditemos Nele.</p>
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		<title>Perfil: Juarez Dias</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Feb 2010 12:32:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Uni BH</dc:creator>
				<category><![CDATA[Perfil]]></category>
		<category><![CDATA[Professores]]></category>
		<category><![CDATA[Artes Cênicas]]></category>
		<category><![CDATA[Comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[educação]]></category>
		<category><![CDATA[Juarez Dias]]></category>
		<category><![CDATA[Professor]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro]]></category>
		<category><![CDATA[unibh]]></category>

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		<description><![CDATA[
Docente dos cursos de comunicação e figura carismática do UniBH, Juarez Dias é notadamente  reconhecido por suas atividades ligadas ao campo das artes cênicas. Para a estreia da seção de Perfis do Blog do Uni, nada melhor que um educador que acredita na Arte como fonte de conhecimento e transformação.
Além das atividades de docência, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.bloguni.com.br/wp-content/uploads/2010/02/juarez_dias.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-923" title="Juarez Dias" src="http://www.bloguni.com.br/wp-content/uploads/2010/02/juarez_dias.jpg" alt="" width="558" height="271" /></a></p>
<p><em>Docente dos cursos de comunicação e figura carismática do UniBH, Juarez Dias é notadamente  reconhecido por suas atividades ligadas ao campo das artes cênicas. Para a estreia da seção de <a href="http://www.bloguni.com.br/index.php/category/perfil/">Perfis</a></em><em> do Blog do Uni, nada melhor que um educador que acredita na Arte como fonte de conhecimento e transformação.</em></p>
<p><strong>Além das atividades de docência, você tem envolvimento amplo com artes cênicas, correto? Quais são os projetos, e a quantas anda a vida no Teatro?</strong></p>
<p>Sim, sou um dos integrantes da <a href="http://ciapierrotlunar.blogspot.com/" target="_blank">Cia. Pierrot Lunar</a>, que completou 16 anos de atividades. Estou no grupo desde 2004, quando fui convidado para dirigir o novo trabalho do grupo na época, que foi o &#8220;Atrás dos olhos das meninas sérias&#8221;, que estreou em 2007 e faz parte do repertório da Cia. Depois desse trabalho, desenvolvemos um projeto de pesquisa de linguagem, em 2008, sobre a teatralização de textos literários (contos e romances), levando  para a cena o texto como no original.</p>
<p><strong>A Cia Pierrot Lunar está com um novo projeto à vista, envolvendo inclusive Literatura e você na direção.  O que o público pode esperar?</strong></p>
<p>Estamos em processo de montagem do espetáculo &#8220;Sexo&#8221;, encenação do romance de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Andr%C3%A9_Sant'Anna" target="_blank">André Sant&#8217;Anna</a> que segue os parâmetros da pesquisa desenvolvida pelo grupo. Na peça, não reescrevemos o texto, mas preservamos toda a narrativa e as descrições feitas pelo autor. Nosso desafio é transformar o texto cenicamente, por meio das vozes dos atores-narradores-personagens, dos movimentos, da interpretação, cenário e figurinos e trilha. O público pode esperar um espetáculo diferente do usual e bem divertido. No romance, André trabalha com a estereotificação social de uma metrópole, no caso São Paulo, para explicitar os preconceitos sociais e a obsessão das pessoas pelo sexo.</p>
<p><strong>Ainda sobre a relação entre Teatro e Universidade, esta arte parece ter desempenhado papel fundamental para a construção de uma elite intelectual brasileira há décadas. Ainda dá para dizer que ela cumpre seu papel de provocadora, instigadora na formação de jovens profissionais?</strong></p>
<p>O teatro pode ser um veículo potente de questionamentos, principalmente porque sua relação com o receptor se dá &#8220;ao vivo&#8221;, o que cria uma comunicação instantânea e muito poderosa. O teatro permite que o aluno amplie sua fruição estética e estimule sua intelectualidade, assim como outras artes. Entretanto, as condições para se produzir um teatro provocador, instigante, não têm sido as melhores, visto que os patrocínios via leis de incentivo têm se pautado por uma lógica de mercado, priorizando aquilo que é de consumo mais ligeiro, bestial e superficial. De outra forma, pode-se pensar as artes cênicas como instrumento de desinibição, de desenvolvimento de capacidade comunicativa, de estímulo ao pensamento, além de fornecer recursos expressivos a estudantes de vários cursos, principalmente os de Comunicação Social.</p>
<p><strong>Um recado final para alunos, público e colaboradores que acompanham o Blog do Uni&#8230;</strong></p>
<p>O teatro não vai morrer, como se anuncia há dois mil anos, porque ele é uma representação de uma necessidade vital de encontro de pessoas no mesmo tempo e espaço em torno de um objeto comum. Ator e público se completam mutuamente. E hoje Belo Horizonte tem sido tratada em outros Estados como um centro de criação, de pesquisa e inovação na linguagem teatral, muito atribuída à sua vocação pelo &#8220;teatro de grupo&#8221;. Portanto, estejam atentos à produção teatral da cidade que oferece espetáculos de ótima qualidade durante todo o ano, e não como costuma se pensar apenas em janeiro e fevereiro, quando a capital é assolada pelos eventos de maior porte. Divirtam-se conosco!</p>
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